Cursos/ Gastronomia

Sobre como é estudar Gastronomia no Brasil (parte 1).

Muita gente me pede para falar sobre como é fazer faculdade de Gastronomia no Brasil.

Eu poderia fazer um post super técnico, com informações sobre os cursos, mas sabem? Isso não é muito a minha cara. Minha ideia sempre foi trazer um pouquinho da realidade, um pouquinho de humor, um pouquinho de mim para cada um dos meus textos. Isso é o Cozinho, logo Existo.

Conversei com alguns colegas de faculdade e recebi tantos pontos de vista diferentes, que acho que essa vai ser apenas a primeira parte de uma reflexão sobre o que é cursar uma faculdade de Gastronomia no Brasil. Esse é o meu ponto de vista.

Então, ó: senta que lá vem história.

Quando resolvi fazer uma faculdade de Gastronomia aqui no Brasil mesmo, minha ideia era (e ainda é) absorver a maior quantidade possível de técnica. Queria a técnica, não queria me envolver com ninguém, não queria ninguém me enchendo o saco.

Idealizei uma rotina bem estruturada, com um tempo generoso para o blog, muita produção de conteúdo e minhas atividades profissionais. Também teria um tempo exclusivo pra malhar, né, atividade física é importante. Ah, e a faculdade, lógico.

Gente, assim.

Foi CATAPLOFT. Acorda, Manuela. Esquece horário, esquece rotina, esquece ser blasé, esquece regularidade na sua vida enquanto a Gastronomia fizer parte dela (até o fim, mas a gente aguenta).

Gastronomia, Cozinha, o que quer que seja, é um trabalho em EQUIPE. Não importa se você é o pica das galáxias no que faz: ninguém comanda um restaurante sozinho, todos trabalham em equipe, então se prepare pra conviver com P-E-S-S-O-A-S. De todos os tipos. Não gostou? Procura outro curso.

Pra estudar Gastronomia, ou melhor: pra trabalhar com Gastronomia, você tem que ter um AMOR PROFUNDO por servir. A tua motivação tem que ser essa: servir, sempre, o melhor que você puder fazer. E o seu melhor nunca será o melhor que você pode fazer – perfeição não existe, mas a diversão está em correr atrás dela. Ah, tem isso: bons cozinheiros são ligeiramente obsessivos.

Pra estudar Gastronomia, você tem que ser forte. E repetir “Eu consigo” dezenas de vezes, enquanto observa seus melhores amigos ficarem cada vez mais tristes pelas dificuldades: do curso, do FIES, da vida, de gente pé no saco, da falta de horas de sono, do BRT, da falta de grana.

Apenas amor justifica tanto sacrifício.


Você vai presenciar gente BOA de verdade desistir. Vai olhar nos olhos de um amigo extremamente talentoso e ver ele trancar, desistir de um sonho, não fechar a matemática das contas do mês. Vai ouvir de uma amiga que a família inteira espera a hora de ela desistir de cozinhar pra “fazer uma faculdade de verdade”.

Vai ouvir de outro que acorda às 3 da manhã pra chegar na faculdade que pra ele não está dando mais. Vai entender que o salário que um restaurante paga nunca vai ser suficiente para sustentar 2 filhos pequenos, e que aquele diploma é a chance de um futuro mais promissor.

Enquanto o tempo passa e você repete o mantra, você vai se lembrar dos que desistiram no meio do caminho. Vai lembrar com (muita) saudade de uns, vai desejar que os outros te encontrem, que voltem, que brilhem, que arrebentem por aí.

Enquanto tem muita gente que não consegue ver os outros brilhar, as dificuldades de uma faculdade que te exige fisicamente e emocionalmente conseguem fazer com que você olhe pro outro com uma generosidade que você nem sabia que possuía.

Dor nas costas, pernas inchadas, mãos calejadas, olheiras, 4 horas de sono ou virar do estágio/trabalho pra faculdade (antes das 7, dentro da cozinha: cozinheiros acordam cedo).


Café: o meu melhor amigo.

Café: o meu melhor amigo.

Cozinheiros acordam cedo, cozinheiros dormem tarde. Cozinheiros não param de pensar, a cabeça trabalha o tempo inteiro. Não é apenas um trabalho braçal, inclusive acho que “Gerenciamento de Alimentos e Bebidas” deveria se chamar “Gerenciamento de Crises”, porque ô coisa difícil de fazer.

Começar a trabalhar às 11 da manhã em um dia e, por um acaso do destino, o trabalho somente terminar às 4 da manhã do outro. Não é um trabalho normal, não é uma faculdade normal. Não é, gente.

Nós fugimos de todas as regras, de todos os clichês universitários.


Sobre professores. O conselho que vou dar serve pra qualquer faculdade. Se o cara está dando aula e você não, reflita: tem um motivo. E senso de hierarquia é pré requisito em qualquer cozinha profissional. Sem isso você não sobrevive.

A boa é parar de achar que sabe mais do que todo mundo e que a sua comida é a melhor do mundo “porque todos os seus amigos te elogiam” ou porque “sua família ama”.

E se ainda assim, você achar o professor péssimo, um pequeno conselho: estude muito, faça diferente e lembre que isso aqui é passageiro.


Pra vocês não acharem o post muito denso, achei bom deixar o melhor pro final: os momentos mais engraçados da faculdade (sim, eles existem).

Você vai sair completamente imundo de algumas aulas. Parecendo uma criança que se enfiou em uma lata de tinta guache. Literalmente. Vai encontrar com professores ao sair das aulas, e eles vão te olhar da cabeça aos pés e perguntar, como se você tivesse voltado da guerra: “Nossa, mas como você conseguiu se sujar tanto”?

A vergonha maior não é estar sujo, é ainda não ter aprendido a trabalhar sem se sujar. Como se você ainda não tivesse subido o degrauzinho que separa os bostas dos cozinheiros de verdade.

Minha sensação, ao chegar em casa, é a de que sou a criança da propaganda do Omo. Aquele “anjo” que joga futebol, rola na lama, abraça o cachorro e fica surfando de meia no chão. A diferença é que quem lava minha roupa sou eu, e não a mãe do comercial.

Aliás, sobre isso. Outro dia lavei um avental três vezes seguidas, a mancha não saía. Resolvi esfregar com o bom e velho sabão de côco e não deu outra: ficou branquinho. Fica a dica: sabão de côco é ♥ e mais barato que alvejante.

Você vai comer. DEUS, COMO VOCÊ VAI COMER. Queria poder pular essa parte da minha história aqui no blog, mas gente, não é fácil. Em minha defesa, eu como pra poder experimentar e entender como deve ser o paladar do prato. Às vezes eu preciso ficar entendendo durante um bom tempo.

TODOS os seus amigos vão perguntar quando você vai cozinhar pra eles. É cilada, Bino! A menos que você coloque todo mundo pra trabalhar de assistente – run, Forrest, run! Amigos, não peçam pra gente fazer de graça o que a gente faz pra sobreviver. A não ser que seja na amizade mesmo, aí nesse caso, pode ir picando a cebola e descascando as batatas que a gente já chega! ♥♥♥

Quanto mais eu penso, mais coisas tenho para colocar aqui. Tem tanta coisa que posso falar, são tantos os assuntos que incomodam a gente ou fazem a gente se apaixonar. Fiz uma pergunta em um grupo da faculdade e recebi tanta mensagem honesta e inspiradora, sabem?

Foi uma ajuda e tanto pra escrever esse texto, e eu só posso dizer que a Gastronomia é demais. Me fez e me faz repensar cada detalhe das minhas escolhas. Me faz olhar para o outro como um ser humano. Momentos de estresse extremo mexendo com facas e com fogo deixam a gente com os nervos à flor da pele, mas também humanizam a gente.

Se vale a pena? Vale. Mas só se você for apaixonado por gente – e souber respeitar os outros.

Você também irá gostar de ler:

30 Comentários

  • Reply
    Leticia
    02/10/2015 at 10:50 am

    que post completão! Nunca pensei em faculdade de gastronomia e não imaginava como era o dia a dia. Adorei ler sobre isso. Parabéns, ficou muito bem escrito 🙂
    Adorei a frase do professor “cobra pra ver se não aparece defeitos”, muito verdade.
    Beijos!

    • Reply
      Manu
      06/10/2015 at 5:03 pm

      Leticia,
      Que bom que você gostou, esse post vai ganhar uma continuação em breve. <3
      Sobre a frase: é a maior verdade de todos os tempos, hahaha!!!
      Bjo

  • Reply
    mariana
    05/10/2015 at 10:44 am

    Adorei a maneira que você escreveu o post.
    Cheio de detalhes e com um ponto de vista sincero e real.
    Obrigada!
    beijos.

    • Reply
      Manu
      06/10/2015 at 5:04 pm

      Mariana,
      A intenção foi justamente essa, falar sem rodeios e deixar as pessoas entenderem, mais ou menos, o que é pelo menos a parte do estudo… =)
      Bjo!

  • Reply
    Leticia A
    06/10/2015 at 1:22 pm

    Adorei o post, mostra o lado “realidade” da coisa. Eu amo cozinhar, gostaria de aprender as técnicas para uso próprio. Não penso em ser profissional da área… E fora que essa coisa de lidar com gente não, que não é a minha praia.

    • Reply
      Manu
      06/10/2015 at 5:08 pm

      Leticia,
      Aprender a parte técnica é sempre maravilhoso – a melhor parte, rs! Posso te dar uma dica? Assista vídeos no youtube. Tem muito profissional autodidata que começou assistindo videos no youtube, sério! Se o que você quer é apenas a técnica, se joga no combo vídeos + livros técnicos com algum passo a passo, como os do CIA ou Le Cordon Bleu. <3

  • Reply
    katia
    06/10/2015 at 4:34 pm

    Oi Manu, tudo bem ? não consegui ficar sem comentar este post… meu irmão é chef de cozinha e sempre ouço ele falar da dureza do dia-a-dia de vocês cozinheiros, tem que ter muito folego mesmo, parabéns ! Muitos chefs pelo que ele comenta são bastante junkies, acho que pelo horário de trabalho, entre outras coisas, então continua firme , não vai passar pro outro lado da força hein ! kkkkk…. Eu até uns 4 anos atras só sabia cozinhar miojo e nuggets e hj adoro cozinhar, fico namorando receitas, adoro ampliar meu paladar e todos estes sentimentos foram sendo despertados por influencia do meu irmão cozinheiro e também de todas as delicias que provei viajando. É muito bacana o quanto a profissão de vocês pode influenciar a relação das pessoas com a comida e em muitos casos ser um agente transformador (deixe de comer comida processada para preparar meus alimentos). Desejo que seus projetos se realizem e que você continue inspirando a gente através deste site. Bjão

    • Reply
      Manu
      06/10/2015 at 5:10 pm

      Oi Katia!
      Que bom que você teve o impulso de comentar e não freou! <3
      Sobre o estilo de vida, a gente acaba ouvindo muitas histórias, né? Não dá pra generalizar, mas realmente é complicado - mas pode deixar que eu não vou passar pro outro lado da força não hahaha!!! Tive uma fase complicadíssima, até vou fazer um post sobre isso, mas o instinto de sobrevivência falou mais alto e comer bem, fazer exercícios e andar na linha são coisas que estão praticamente no meu sangue #oremos
      muito muito muito obrigada pelo comentário carinhoso. <3 <3 <3
      Beijos!

  • Reply
    Juciara Baptista
    19/10/2015 at 3:13 pm

    Querida Manu, simplesmente amei cada trecho do seu texto. Quem a conhece acaba se apaixonando, pois você entende direitinho a parte mais dificil da vida; entender as PESSOAS. Continue escrevendo porque está bom demais..Amei..Bjs.?.

    • Reply
      Manu
      21/10/2015 at 8:20 pm

      Jô, sua linda! Que saudades dos cafés e das risadas.
      Muito obrigada por todo o carinho e pela parceria, você me deu tanta força!
      <3 <3 <3

  • Reply
    Helena
    05/12/2015 at 10:12 pm

    Depois de 3 anos pensando em que fazer da minha vida e tentando ter certeza do que sou apaixonada em fazer, stou indo começar a fazer gastronomia na UNICEUB no ano que vem. Já passei no vestibular e fiz a minha matrícula. Foi ótimo encontrar o seu blog e ler essa belezura de texto (vou ler os outros tmb). Beijos linda!

    • Reply
      Manu
      08/12/2015 at 5:30 pm

      Oi Helena,
      Que maravilha!!!
      Sempre que precisar, passa por aqui. Tenho o maior prazer em tirar duvidas (se eu souber, é claro, rs!), acho que a gente tem mais é que se ajudar.
      Seja bem vinda e um excelente curso pra você.
      Beijo grande.

  • Reply
    Edu Saad
    07/12/2015 at 12:06 pm

    Para uma pessoa que nunca gostou de textos longos confesso que não consegui parar de ler até chegar na ultima palavra!! rs Fiquei totalmente entretido no seu texto!!! Em janeiro começo no curso de Gastronomia, e esse é aquele tipo de texto que a gente salva para reler mais algumas vezes durante o curso!! rs.. Amor pelo o que faz, trabalho em equipe, servir pessoas, força de vontade, perseverança, tristezas e alegrias…. Esse curso vai muito alem do que se pode imaginar, e esse texto já serve como uma forma de preparação e aumenta ainda mais a ansiedade em começar!! Parabéns pelo post Manu!!

    • Reply
      Manu
      08/12/2015 at 5:32 pm

      Oi Edu!
      Que maravilha poder ler isso. O seu comentário e o da Helena (aqui em cima), olha que legal, duas pessoas entrando nessa carreira tão bonita e que exige tanto sacrifício. <3
      Como disse pra ela, sejam muito bem vindos e um excelente curo pra vocês. Sempre que quiserem, passem por aqui! Quero saber como vai ser o curso de vocês!!
      Beijo grande!

  • Reply
    Atitude, Reação, Gratidão: 3 coisas que fizeram meu 2015 mais feliz. | Cozinho, logo Existo
    14/12/2015 at 7:19 pm

    […] uns meses falei sobre como era cursar Gastronomia no Brasil. Essa ainda não é a segunda parte do post, é só um relato (ENORME) de minhas […]

  • Reply
    david
    28/05/2016 at 11:05 pm

    gostei muitoooo, serio, ficou muito bom111

  • Reply
    Marianna Facó
    11/08/2016 at 9:53 pm

    Manu, vi seu post apenas agora, e meu deus, como eu queria imprimir e panfletar na rua. Traduziu um pouco de tudo que eu sinto, as dificuldades, a vontade de desistir, as risadas, o amor ao ver que você fez certo. Muito obrigada, me senti mais do que qualquer outra coisa consolada, compreendida.

    • Reply
      Manu
      17/08/2016 at 8:48 am

      Marianna,
      Que bom que você sentiu assim. Acho que faz falta ler em algum lugar algo sobre quem está passando as mesmas situações difíceis que a gente. Ninguém nasce “masterchef”, mas muita gente faz questão de colocar uma banca sem a menor necessidade… bjo grande! <3

  • Reply
    Priscilla
    16/08/2016 at 5:02 pm

    Achei incrível. Parabéns! Estou deixando a faculdade de Direito para fazer Gastronomia e seu texto me ajudou muito.

  • Reply
    Luciana
    16/08/2016 at 10:58 pm

    Oi Manu, adorei a realidade toda do post. onde você estudou gastronomia?
    bjs

  • Reply
    Thiago
    04/09/2016 at 2:23 pm

    Achei muito legal o seu texto, me formei a pouco em gastronomia e já vivi vários momentos citados por você. É interessante citar que a faculdade é a parte “mais fácil” da carreira, porque o lado profissional é realmente muito cansativo, remuneração baixa, as vezes não existe reconhecimento por estar ali se entregando, é humilhado por chefs/professores/patrões entre muitos outros, hehe.

    Porém, além de todas as dificuldades é muito prazeroso no final do expediente passar um pano na cozinha e limpar sua faca tão amada com o sentimento de trabalho bem feito.

    Parabéns pelo trabalho!

  • Reply
    Mônica Campos
    10/09/2016 at 7:29 pm

    Nossa, belo texto! Ainda estou bem em dúvida sobre essa profissão, mas não pelo trabalho duro, mas sim pela pressão emocional. Mas tenho muita vontade mesmo de cursar gastronomia pra superar todas essas coisas em relação a emoção, acho que vai me fazer crescer.

  • Reply
    Juliana Teófilo
    26/10/2016 at 8:49 pm

    Nossa, amei seu texto. Além de realista é super inspirador, achei bastante interessante você ter focado no “lado bom e ruim” do curso, afinal nem tudo são flores. Vou iniciar o curso daqui alguns dias no instituto Federal aqui no Ceará. Enfim, parabéns por suas palavras. Te desejo sucesso!

  • Reply
    Diogo Karl
    30/10/2016 at 12:46 pm

    Boa tarde Manu, estava pesquisando na internet a respeito de gastronomia e fui presenteado com seu blog. Muito coerente, sincero e inspirador. Na verdade tenho 38 anos e estou deixando minha profissão depois de mais de 15 anos atuando no ramo de Tecnologia da Informação para trocar TUDO por outra paixão, a Gastronomia profissional. Como não poderia deixar de ser radical, estou inclusive me mudando de cidade futuramente para poder me dedicar exclusivamente ao curso. Adicionei seu blog em meu favoritos e pretendo sempre participar ou observar seus posts, desde já te desejando todo sucesso do mundo nessa sua paixão! Grande abraço.

  • Reply
    Liliane Paiato Wasinski
    03/11/2016 at 3:21 am

    Amei. Quero muito aprender e estudar gastronomia ano que vem porque acho que cozinhar é amar. Amar dói, é duro, tem que doar, tem que ceder, mas sempre vale a pena. Agora sei que estou pronta. Obrigada!

  • Reply
    Luciane
    06/11/2016 at 10:25 am

    Oi, Manu! sou jornalista e escrevo sobre gastronomia e nutrição. Penso muito em fazer uma faculdade de gastronomia. obrigada pelo post! pode dar uma dica de bons cursos em São Paulo? obrigada!

  • Reply
    Álvaro Neto
    15/11/2016 at 10:30 pm

    Manu, adorei o post, eu amo a culinária, sinceramente, não consigo me ver trabalhando com nenhuma outra área, eu quero saber se realmente existem matérias relacionadas a administração no curso, pois tenho como plano a longo prazo abrir um restaurante e viver dessa arte tão maravilhosa. É paixão, não o fato da família curtir minha comida.

  • Reply
    Ariane pereira da silva
    27/05/2017 at 8:06 pm

    Oi sou a Ariane pretendo faxer se Deus preparar em janeiro de 2018 .
    Mas estou correndo atras para fazer o ensino médio.
    Se Deus quiser termino.e farei esse curso de gastronomia,é o meu sonho.
    Sim gostei de tudo que foi falado.
    Trabalho em um restaurante dentro do hodpital Benefeciencia portuguesa.
    E la tem chefe de cozinha muito legal.
    As vexes olho para ele quem sabe um dia.

    Desde de ja muito obrigada. Ariane. ..

  • Reply
    Laura Figueiredo
    18/06/2017 at 8:38 am

    Apaixonada apaixonada, gostei dms de ler esse post (depois de ler varios outros bem mais tecnicos: cuso, mercado de trabalho, etc; e muuito programa de gastronomia e culinária haha), apesar de nem ter entrado ainda na faculdade foi por pessoas como você, por ver tanto a parte humana e a relação com a comida de forma tão intensa que hoje não tenho duvida do que quero fazer na vida.

  • Reply
    Laura Figueiredo
    18/06/2017 at 8:40 am

    Ah e só pra dizer seu blog já tem lugarzinho especial e ta bem salvo aqui nas minhas pastas de gastronomia

  • Deixe um comentário